quarta-feira, 20 de junho de 2012

Momento histórico do Modernismo


Momento Histórico 

Momento histórico do Modernismo em Portugal


1910: Proclamação da República
1910-1926: Primeira República
Domínio do Partido Democrático, com predominância centro-esquerdista.
Participação do país na Primeira Guerra Mundial.
Instabilidade político-social.
1926: Golpe de Estado
1933-1974: Ditadura militar salazarista.

Momento Histórico (No Mundo)

Os reflexos da primeira guerra mundial, (1914 – 1930)


Ao iniciar o século XX, o avanço do capitalismo, agora na fase monopolista ou financeira, provocou uma desigualdade entre as nações
européias. A disputa por novas áreas, por novos mercados, pela hegemonia do continente acabou por causar uma grande guerra, que ficou conhecida como Primeira Guerra Mundial.

 

Os reflexos da revolução Russa (1917).


   A Revolução Russa de 1917 foi uma série de revoltas políticas na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa,
 teve uma série de guerras e conflitos antes mesmo de começar a Revolução. O Governo Provisório propôs uma alienação
 entre os partidos Menchevique e Bolchevique e (Tataks), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do
partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, que durou até 1991.

Momento Histórico (Brasil)

Fundação do partido comunista 1922.


  Partido Comunista Brasileiro (PCB) é um partido político brasileiro de esquerda, ideologicamente baseado em Karl Marx e Friedrich Engels; e de organização baseada nas teorias de Lênin. Fundado em 25 de março de 1922, seu símbolo, segundo seus estatutos, "é uma foice e um martelo, cruzados, simbolizando a aliança operário-camponesa, sob os quais está escrita a legenda "Partido Comunista Brasileiro". Também conhecido como Partidão, seu número de código eleitoral é o 21. É o partido mais antigo do país ainda em atividade, tendo sido fundado em 1922 e tendo atualmente 90 anos de existência.

Industrialização e progresso de são Paulo.


   Terminado o conflito mundial a cidade voltou a crescer, atingindo na década de 1920 um dos períodos áureos da industrialização municipal. O crescimento econômico nessa etapa decorre principalmente da expansão do setor siderúrgico, capitaneado pela Cia. Siderúrgica Belgo Mineira, e fortalecido por algumas empresas localizadas na região metalúrgica.

Contextualização histórica do Modernismo.


Oswald de Andrade foi um dos maiores contribuinte para o Modernismo no Brasil.
O Modernismo teve início em meio à fortalecida economia do café e suas oligarquias rurais. A política do “café com leite” ditava o cenário econômico, ilustrado pelo eixo São Paulo - Minas Gerais. Contudo, a industrialização chegava ao Brasil em conseqüência da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e ocasionou o processo de urbanização e o surgimento da burguesia.
O número de imigrantes europeus crescia nas zonas rurais para o cultivo do café e nas zonas urbanas na mão de obra operária.
Nessa época, São Paulo passava por diversas greves feitas pelos movimentos operários de fundamentação anarquista.
Com a Revolução Russa, em 1917, o partido comunista foi fundado e as influências do anarquismo na sociedade ficavam cada vez menos visíveis. A sociedade paulistana estava bastante diversificada, formada por “barões do café”, comerciantes, anarquistas, comunistas, burgueses e nordestinos refugiados na capital.
O Modernismo tem seu marco inicial com a realização da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. O grupo de artistas formado por pintores, músicos e escritores pretendia trazer as influências das vanguardas européias à cultura brasileira. Essas correntes européias expunham na literatura as reflexões dos artistas sobre a realidade social e política vivida. Por este motivo, o movimento artístico “Semana de Arte Moderna” quis trazer a reflexão sobre a realidade brasileira sociopolítica do início do século XX.

Modernismo

                                                                   Modernismo

O Modernismo é   um movimento estético onde a literatura surge associada às  artes  plásticas.

Este movimento é empreendido pela geração de:

Fernando Pessoa
Mário de Sá Carneiro
Almada Negreiros

Em uníssono com a arte e a literatura mais avançadas na Europa.

O modernismo rompia com o provincianismo, com as tradições académicas, defendendo a liberdade de criação e pesquisa estética.


O Modernismo apresenta-se como:

Uma nova linguagem estética aberta à renovação constante.

O Modernismo na Literatura:

Fernando Pessoa
Mário de Sá Carneiro
Almada Negreiros
José Régio
Teixeira de Pascoaes


Modernismo português

O movimento artístico chamado Modernismo, em Portugal, deu seus primeiros passos em 1910, numa época de transição e de instabilidade política naquele país com a mudança do regime monárquico para o regime republicano. Porém, o ponto alto de início desse movimento deu-se em 1915, com a publicação da revista Orpheu, que tinha entre seus escritores Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, Almada Negueiros e até o brasileiro Ronald de Carvalho, todos com o objetivo de revolucionar e de atualizar a cultura portuguesa no cenário europeu.
Apresentando semelhança com o modernismo brasileiro no que se refere, principalmente, à literatura, o movimento, em Portugal, surgiu com uma poesia alucinada, provocadora, irritante, com o intuito maior de desestabilizar a ordem política, social e econômica reinante na época. Também influenciada pelo contexto mundial daquele período – 1ª Guerra Mundial (1914), Revolução Russa (1919), EUA assumindo a alcunha de maior potência do mundo – e acompanhando as tendências de vanguarda que nasciam pela Europa, a temática artística apresentava-se com veias de inconformismo, de instabilidade, com o desejo de romper com o passado, de aderir a idéias futuristas, dando maior vida – e visibilidade – ao país. A Europa como um todo vivia um momento de efervescência cultural: a realidade reinterpretada pelos artistas, a crítica aos costumes ultrapassados e a ânsia em aderir e em acompanhar os avanços tecnológicos que rompiam com conceitos já estabilizados, porém atrasados.
Tanto que, na literatura, a idéia futurista foi a mais explorada pelos escritores. O manifesto técnico da literatura futurista pregava, assim como no modernismo brasileiro, a destruição da sintaxe, o uso de símbolos matemáticos musicais e o menosprezo por adjetivos, advérbios e pontuação.
 O Modernismo é   um movimento estético onde a literatura surge associada às  artes  plásticas.

Este movimento é empreendido pela geração de:

Fernando Pessoa
Mário de Sá Carneiro
Almada Negreiros

Em uníssono com a arte e a literatura mais avançadas na Europa.

O modernismo rompia com o provincianismo, com as tradições académicas, defendendo a liberdade de criação e pesquisa estética.


O Modernismo apresenta-se como:

Uma nova linguagem estética aberta à renovação constante.

O Modernismo na Literatura:

Fernando Pessoa
Mário de Sá Carneiro
Almada Negreiros
José Régio
Teixeira de Pascoaes


Modernismo português

O movimento artístico chamado Modernismo, em Portugal, deu seus primeiros passos em 1910, numa época de transição e de instabilidade política naquele país com a mudança do regime monárquico para o regime republicano. Porém, o ponto alto de início desse movimento deu-se em 1915, com a publicação da revista Orpheu, que tinha entre seus escritores Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, Almada Negueiros e até o brasileiro Ronald de Carvalho, todos com o objetivo de revolucionar e de atualizar a cultura portuguesa no cenário europeu.
Apresentando semelhança com o modernismo brasileiro no que se refere, principalmente, à literatura, o movimento, em Portugal, surgiu com uma poesia alucinada, provocadora, irritante, com o intuito maior de desestabilizar a ordem política, social e econômica reinante na época. Também influenciada pelo contexto mundial daquele período – 1ª Guerra Mundial (1914), Revolução Russa (1919), EUA assumindo a alcunha de maior potência do mundo – e acompanhando as tendências de vanguarda que nasciam pela Europa, a temática artística apresentava-se com veias de inconformismo, de instabilidade, com o desejo de romper com o passado, de aderir a idéias futuristas, dando maior vida – e visibilidade – ao país. A Europa como um todo vivia um momento de efervescência cultural: a realidade reinterpretada pelos artistas, a crítica aos costumes ultrapassados e a ânsia em aderir e em acompanhar os avanços tecnológicos que rompiam com conceitos já estabilizados, porém atrasados.
Tanto que, na literatura, a idéia futurista foi a mais explorada pelos escritores. O manifesto técnico da literatura futurista pregava, assim como no modernismo brasileiro, a destruição da sintaxe, o uso de símbolos matemáticos musicais e o menosprezo por adjetivos, advérbios e pontuação.

Aprenda a sobreviver no colégio



Cola Comestivel de Biscoito

Aprenda a sobreviver no colégio: se a professora pegar você colando é só comer o biscoito! (Lembre-se: isso não garante que ela não vá te reprovar)

O trabalho nas diferentes sociedades


TRABALHO ESCOLAR

O trabalho nas diferentes sociedades

Introdução:
Para que existe o trabalho? Quem o inventou? O seu significado é semelhante nas diferentes sociedades?
O trabalho existe para satisfazer as nossas necessidades desde as mais simples até as mais elaboradas. Fomos nós que o inventamos e seu significado é dife-rente em cada cultura.

O trabalho nas diferentes sociedades
A produção de cada objeto necessita uma complexa rede re atividades. Ex. um pãozinho. (trigo; água e sal)
Trigo: agricultor que planta e colhe / moinho / comércio.
Sal: retirar do mar / refinar, embalar.
Água: retirara / tratada / distribuída
Energia: para cozinhar, transformar.
São necessários equipamentos, máquinas, pessoas, etc.
Na ponta está todo aquele que comercializa estes produtos que chegam as nos-sas mãos.
Essa complexidade é uma característica de nossa sociedade, deferente de outras que possuem outras características.

A produção nas sociedades tribais
As sociedades tribais não se organizam a partir do trabalho, mas, de tarefas que são relacionadas às necessidades, ligadas ao parentesco, festas e as artes.
Organização das tarefas por sexo e idade. Muitos acreditavam por preconceito, que estas comunidades eram rudimentares. Mas o mundo civilizado cercou os meios de subsistência: pesca, caça e alimentos da floresta. Estas são as socie-dades de abundância ou lazer, pois possuem tudo para a sua subsistência se de-dicando ao seu lazer e outras atividades. Horas de produção: Ianomâmis: 3 ho-ras. Guaiaki: cinco horas. Kung: 4 horas.
Mas isto não significa que existiam privações. Todos estavam bem nutridos.
Podemos explicar isto pelo relacionamento destes povos com a natureza, dife-rente do nosso, na floresta estão os presentes para a sobrevivência e tudo o que precisam está nela e por isso a preservem, respeitam e protegem.
Não há um mundo do trabalho nestas comunidades, mas uma integração com a natureza.

Escravidão e servidão
Trabalho = tripalium, um instrumento de tortura, ligado durante muito tempo a idéia de atividade penosa e torturante.
Na sociedade grega romana era o escravo que trabalhava para as maiores ne-cessidades, depois apareciam os artesãos e os camponeses.
O trabalho escravo era fundamental para os senhores que apenas discutiam os rumos da cidade.
Labor: o esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo, sendo uma ati-vidade passiva e submissa. Ex. Cultivo da terra.
Poiesis: o fazer, o ato de fabricar, de criar algum produto mediante o uso de um instrumento ou mesmo das próprias mãos. O artesão ou escultor.
Práxis: a atividade que tem a palavra com principal instrumento, utilizando o discurso como um meio para encontrar soluções para o bem estar dos cidadãos. O político, a vida pública.
Nas sociedades feudais, e no mundo grego os trabalhadores (os servos, campo-neses e aldeões) e os que viviam do trabalho dos outros (os senhores feudais e membros do clero), dependiam da terra e existia uma dependência dos servos para com seus senhores.
Corveia: o trabalho do servo para a manutenção da propriedade e cultivo das terras.
Talha: taxa paga ao senhor pro tudo o que era produzido na terra.
Banalidades: taxa pelo uso do moinho, do forno, dos tonéis de cerveja, e pelo fato de simplesmente residir na aldeia.
Artesanato: baseado nas corporações de oficio, tendo um mestre que pagava os direitos ao rei ou ao senhor feudal. Depois dele viria o oficial, o intermediário entre o mestre e o aprendiz, que era responsável por ensinar, organizar a jornada de trabalho e fazer a remuneração. O aprendiz estava subordinado ao mestre.
Nestas civilizações o trabalho não era valorizado.

As bases do trabalho na sociedade moderna
Com o fim do período medieval e a emergência do mercantilismo, o trabalho muda de figura e é algo positivo. Como as atividades, antes feitas por escravos, tinham de continuar a serem feitas, o trabalho mudou seu conceito e não é mais algo torturante, mas benéfico e digno. Produtores e artesãos se tornaram assala-riados.
Foram separados: casa e local de trabalho / trabalhador e instrumentos / não fabricava mais sua matéria prima, e tudo passou a ser de comerciantes e indus-triais, que comercializavam, organizavam e coordenavam a produção, definiam o que produzir e em que quantidade. Eles tinham o dinheiro.
Processos de organização do trabalho:
Cooperação simples - * hierarquia de produção: mestre e discípulo * o artesão desenvolvia seu produto, do molde ao acabamento * Estavam a serviço de quem fornecia matéria prima * é o inicio do trabalho coletivo.
Cooperação avançada (manufatura) - * o trabalhador é o artesão, mas seu tra-balho era como uma linha de montagem * o trabalhador coletivo não entende mais seu processo de trabalho e apenas faz a sua parte 8 o trabalho tornou-se mercadoria de compra e venda.
Maquino fatura: o fazer manual substituído pelas máquinas. Na fábrica esta-vam todas as ferramentas de trabalho.
Setores que colaboraram para a mudança de compreensão do trabalho:
1. Igrejas: o trabalho é um bem divino. Não trabalhar é pecado.
2. Governantes: criação de leis e decretos penalizando o não trabalhador que são considerados vagabundos.
3. Empresários: disciplina de entrada e saída.
4. Escolas: eram explicadas as crianças que o trabalho era fundamental para a sociedade. Ex. conto: A cigarra e a formiga.
Na vida real o trabalhador estava livre, não era mais escravo ou servo, mais o seu período de trabalho aumentou ainda mais.

Evolução das horas de trabalho semanal
Inglaterra França
1650-1750 45/55h 50/60h
1750-1850 72/80h 72/80h
1850-1937 58/60h 60/68h

Para que o capitalismo existisse foi necessário libertar o trabalhador que, ficou subordinado ao seu patrão pelo trabalho assalariado.
O que era antes o escravo, com o aumento do tempo de trabalho à que não es-tava acostumado, submeteu-se ao ritmo do trabalho e não mais da natureza. E perdeu-se a noção de manufatura por causa do trabalho em série.
A santa segunda feira: Na Europa é instituída a segunda feira como dia de trabalho de manutenção, para o descanso das longas jornadas de as vezes 12h ou 18h e dos fins de semana onde havia muitas vezes abuso no uso de álcool. Foi o inicio para habituar o operário para o trabalho semanal regular. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Coronelismo e Oligarquias

TRABALHO ESCOLAR              


"Se souberes ouvir, tirarás proveito até daqueles que falam mal." )

Coronelismo e Oligarquias


Campos Sales
A consolidação do modelo republicano federalista e a ascendência das oligarquias agrárias ao poder fez surgir um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos do período: o coronelismo. O fenômeno do coronelismo expressou as particularidades do desenvolvimento social e político do Brasil. Ele foi resultado da coexistência das formas modernas de representação política (o sufrágio universal) e de uma estrutura fundiária arcaica baseada na grande propriedade rural.O direito de voto estava assegurado pela Constituição, mas o fato da grande maioria dos eleitores habitarem o interior (a população sertaneja e camponesa) e serem muito pouco politizados levou os proprietários agrários a controlar o voto e o processo eleitoral em função de seus interesses. O "coronel" (geralmente um proprietário de terra) foi a figura chave no processo de controle do voto da população rural. Temido e respeitado, a influência e o poder político do coronel aumentavam a medida em que ele conseguisse assegurar o voto dos eleitores para os seus candidatos. Por meio do emprego da violência e também da barganha (troca de favores), os coronéis forçavam os eleitores a votarem nos candidatos que convinha aos seus interesses.
Campos Salles (1898-1902), foi firmado um pacto de poder chamado de Política dos Governadores. Baseava-se num compromisso político entre o governo federal e as oligarquias que governavam os estados tendo por objetivo acabar com a constante instabilidade que caracterizava o sistema político federativo.A Política dos Governadores estabelecia que os grupos políticos que governavam os estados dariam irrestrito apoio ao presidente da República, em contrapartida o governo federal só reconheceria a vitória nas eleições dos candidatos ao cargo de deputado federal pertencentes aos grupos que o apoiavam. O governo federal tinha a prerrogativa de conceder o diploma de deputado federal. Mesmo que o candidato fosse vitorioso nas eleições, sem este documento ele não poderia tomar posse e exercer a atividade política. O controle sobre o processo de escolha dos representantes políticos a partir da fraude eleitoral impedia que os grupos de oposição chegassem ao poder.


Voto de cabresto

O controle do voto da população rural pelos coronéis ficou conhecido popularmente como "voto de cabresto". Por meio do voto de cabresto eram eleitos os chefes políticos locais (municipais), regionais (estaduais) e federal (o governo central). A fraude, a corrupção, e o favorecimento permeavam todo o processo eleitoral de modo a deturpar a representação política.No âmbito municipal os coronéis locais dependiam do governador para obtenção de auxílio financeiro para obras públicas e benfeitorias gerais, daí a necessidade de apoiar e obter votos para os candidatos de determinada facção das oligarquias estaduais. As oligarquias estaduais também dependiam de votos para conquistarem ou assegurarem seu domínio político, daí a necessidade de barganharem com os coronéis locais. Semelhante condição de dependência política se manifestava nas relações do governo federal com os governos estaduais.As rivalidades, lutas e conflitos armados entre coronéis de pouca ou grande influência e pertencentes a diferentes oligarquias agrárias eram comuns, fazendo da violência um componente constitutivo e permanente do sistema de dominação política da República Velha.
Revolução de 1930 viesse alterar os rumos da política brasileira.

Candidatos da situação

De modo geral, o governo federal firmava acordos com os grupos políticos que já detinham o poder, e a partir daí diplomava somente os candidatos da situação garantindo-se, desse modo, a perpetuação desses grupos no governo. Com poucas ou nenhuma chance de chegar ao poder por via eleitoral restava aos grupos da oposição juntarem-se aos grupos políticos da situação. A Política dos Governadores assegurou e reforçou o poder das oligarquias agrárias mais influentes do país. Os estados mais ricos da federação, São Paulo e Minas Gerais, dispunham das mais prósperas economias agrárias devido a produção em larga escala do principal produto de exportação brasileiro, o café. As oligarquias cafeeiras desses estados conquistaram influência política nacional e governaram o país de acordo com seus interesses.A hegemonia de São Paulo e Minas Gerais na política nacional foi chamada de "Política do café-com-leite". Por meio de acordos entre o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM), os dois estados da federação elegeram praticamente todos os presidentes da República Velha.

sábado, 12 de maio de 2012

Albert Einstein, Teoria da Relatividade.

TRABALHO ESCOLAR

Albert Einstein, Teoria da Relatividade.


 A Teoria da Relatividade é a denominação dada ao conjunto de duas teorias científicas: a Relatividade Restrita (ou Especial) e a Relatividade Geral.
A Relatividade Especial é uma teoria publicada em 1905 por Albert Einstein, concluindo estudos precedentes do matemático francês Henri Poincaré e do físico neerlandês Hendrik Lorentz, entre outros. Ela substitui os conceitos independentes de espaço e tempo da Teoria de Newton pela ideia de espaço-tempo como uma entidade geométrica unificada. O espaço-tempo na relatividade especial consiste de uma variedade diferenciável de 4 dimensões, três espaciais e uma temporal (a quarta dimensão), munida de uma métrica pseudo-riemanniana, o que permite que noções de geometria possam ser utilizadas. É nessa teoria, também, que surge a ideia de velocidade da luz invariante.
O termo especial é usado porque ela é um caso particular do princípio da relatividade em que efeitos da gravidade são ignorados. Dez anos após a publicação da teoria especial, Einstein publicou a Teoria Geral da Relatividade, que é a versão mais ampla da teoria, em que os efeitos da gravitação são integrados, surgindo a noção de espaço-tempo curvo.
O princípio da relatividade foi surgindo ao longo da história da filosofia e da ciência como consequência da compreensão progressiva de que dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.
O princípio da relatividade foi introduzido na ciência moderna por Galileu e afirma que o movimento, ou pelo menos o movimento retilíneo uniforme, só tem algum significado quando comparado com algum outro ponto de referência. Segundo o princípio da relatividade de Galileu, não existe sistema de referência absoluto pelo qual todos os outros movimentos possam ser medidos. Galileu referia-se à posição relativa do Sol (ou sistema solar) com as estrelas de fundo. Com isso, elaborou um conjunto de transformações chamadas 'transformadas de Galileu', compostas de cinco leis, para sintetizar as leis do movimento quando a mudanças de referenciais. Mas naquele tempo acreditava-se que a propagação eletromagnética, ou seja, a luz, fosse instantânea; e, portanto, Galileu e mesmo Newton não consideravam em seus cálculos que os acontecimentos observados fossem dissociados dos fatos. Esse fenômeno que separava a luz do som, aqui na Terra, seria mais acentuado quando observado a grandes distâncias, e já mostrava, em fins do século XIX, a importância de estabelecer normas aplicáveis a uma teoria do tempo.
Muitos historiadores e físicos atribuem a criação da famosa fórmula que explica a relação entre massa e energia ao físico italiano Olinto De Pretto, que, segundo especulações, desenvolveu a fórmula dois anos antes que Albert Einstein, e que teria previsto o seu uso para fins bélicos e catastróficos, como o desenvolvimento de bombas atômicas. Apesar disso, foi Einstein o primeiro a dar corpo à teoria, juntando os diversos fatos até então desconexos e os interpretando corretamente.
A relatividade especial tem consequências consideradas bizarras por muitas pessoas. Esta opinião é perfeitamente compreensível, pois estas consequências estão relacionadas a comparações entre observadores movimentando-se a velocidades próximas à da luz, e o ser humano não tem nenhuma experiência com viagens a velocidades comparáveis à velocidade da luz. Eis algumas das consequências:
ao observar qualquer relógio que se mova no referencial adotado, um observador estático na origem do citado referencial verá o relógio móvel atrasar-se em relação ao relógio estático que carrega consigo. O intervalo de tempo próprio corresponde ao menor dos intervalo de tempo separando dois eventos passível de ser mensurado mediante observação de relógios no referencial em questão. Ou de forma equivalente, o intervalo de tempo próprio de um dado referencial é usualmente menor que os correspondentes intervalos de tempo próprios de outros referenciais que encontrem-se animados em relação ao primeiro e que estejam a observar os mesmos eventos em consideração.
Eventos que ocorrem simultaneamente em um referencial inercial não são necessariamente simultâneos em outro referencial em movimento relativo (falta de simultaneidade).
Medidas acerca das dimensões de objetos que se movem em relação a um dado referencial serão inferidas com valores menores do que as determinadas para os mesmos objetos quando inferidas em referenciais nos quais estes se encontrem inanimados. Se um corpo está em movimento ao longo de um eixo em um dado referencial, a dimensão do corpo ao longo deste eixo parecerá menor do que aquela determinada quando o mesmo corpo encontrava-se parado em relação ao referencial do observador (contração dos comprimentos).


Albert Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica. Em 1852, o avô materno de Einstein, Julius Koch, estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt, nos arredores de Estugarda. Os pais de Einstein, Hermann Einstein e Pauline Koch, casaram-se em 8 de agosto de 1876. Hermann, que era comerciante, muda-se de Bad Buchau para a cidade de Ulm, onde passou a viver com a esposa. É em Ulm que nasce Albert Einstein, em 14 de março de 1879.
É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.
Devido à formulação da teoria da relatividade, Einstein tornou-se mundialmente famoso. Nos seus últimos anos, sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: "Einstein" tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a "Pessoa do Século", e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração aos cem anos do chamado annus mirabilis (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais fundamentais artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o Einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.


“O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes.
(Albert Einstein)