quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mensagem Envangélica de Aniversário


Que neste dia tão especial o Senhor
esteja na tua frente
para te mostrar o caminho certo...

Que o Senhor esteja ao teu lado,
para te abraçar e proteger...

Que o Senhor esteja atrás de ti,
para te salvar de pessoas falsas...

Que o Senhor esteja debaixo de ti,
para te amparar quando caíres
e que te tire das armadilhas...

Que o Senhor esteja dentro de ti,
para te consolar quando estiveres
triste...

Que o Senhor esteja ao redor de ti,
para te defender quando outros te
atacarem...

Que o Senhor esteja sobre
ti abençoando-te sempre...

Que seus caminhos permaneçam sempre
iluminados,para que você possa
continuar a iluminar também
aqueles que têm a oportunidade de
trilhar com você,
um trechinho desta longa jornada!


Muita saúde, paz , felicidade
e alegria...
Tudo de melhor para você...
neste dia tão especial !



Mensagem de Aniversário


Parabéns pelo seu  aniversário, meu querido.

 Hoje  quero que você saiba que valeu a pena conhecer você.
Valeu a pena ter deixado o destino nos fazer encontrar;
valeu a pena ter correspondido ao seu primeiro impulso.
Valeu a pena ter ultrapassado barreiras; não ter acreditado em besteiras,
mexericos e outras histórias que as pessoas inventam e que maltratam o nosso coração.

Valeu a pena ter sido companheira; ter sido ciumenta;  ter amado tanto.
Valeu a pena ter feito amor; ter gerado filhos; formado uma família.
Valeu a pena ter sido a sua sócia no negócio da vida;
Valeu a pena ter passado por problemas e saber resolvê-los sempre juntos.

Valeu a pena!

Valeu muito a pena ter vivido tudo isso e saber que muito mais ainda virá e que o amor vigoroso nos manterá unidos e que venceremos na alegria,
na tristeza, no sucesso e nas derrapagens da vida.

Tenha certeza sempre: valeu a pena lhe amar; ser sua mulher; sua companheira; sua namorada; sua amante.

Parabéns pelo seu aniversário, meu amor.

"Te amo demais."
Beijos.


“Guerra Fria­”

 “Guerra Fria­”

Ao término da Segunda Guerra, os EUA eram o país mais rico do mundo, porém eles teriam que enfrentar um rival, ou seja, o segundo país mais rico do mundo: a URSS. Tanto os EUA (capitalista) como a URSS (socialista), tinham idéias contrárias para a reconstrução do equilíbrio mundial, foi então que começou uma grande rivalidade entre esses dois países. Quem era melhor? Esse conflito de interesses que assustou o mundo ficou conhecido como Guerra Fria. Tanto os EUA criticavam o socialismo quanto a URSS criticava o capitalismo.
Europa Ocidental, Canadá e Japão se aliaram aos EUA enquanto que a Tchecoslováquia, Polônia, Hungria, Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Albânia, parte da Alemanha e a China se uniram com a URSS.
Na década de 50 e 60 houve a chamada corrida armamentista. Quem seria capaz de produzir tecnologias bélicas mais modernas, EUA ou URSS? Mesmo assim, esses dois países jamais se enfrentaram com armas durante a Guerra Fria, embora apoiassem guerras entre países menores (cada superpotência apoiando um dos lados rivais), como por exemplo, na Guerra da Coréia entre 1950 e 1953.
Na tentativa de provar que o seu sistema era melhor do que o outro cada lado fez as suas investidas, a URSS enviou um homem (Yuri Gagárin) ao espaço, enquanto os EUA enviaram Neil Armstrong à Lua.
Estas disputas continuavam para ver quem era o melhor, atingindo inclusive a área dos esportes. Nas Olimpíadas, por exemplo, os dois países lutavam para ver quem ganhava mais medalhas de ouro.
No final da Segunda Guerra, a Alemanha foi invadida por todos os lados; além de ter sido separada da Áustria, ficando assim dividida em dois países:
- Alemanha Ocidental (ou República Federal da Alemanha – RFA) – capitalista
- Alemanha Oriental (ou República Democrática Alemã – RDA) – governada pelos comunistas.
A antiga capital – Berlim, que se localizava no interior da Alemanha Oriental, também ficou dividida em dois:
- Berlim Oriental (tornou-se a capital da RDA)
- Berlim Ocidental (tornou-se uma ilha capitalista cercada de socialismo).
A briga continuava. Os EUA resolveram ajudar Berlim Ocidental a se reerguer e para isso investiram milhões de dólares na reconstrução da cidade, porém enquanto Berlim Ocidental se reerguia rapidamente, Berlim Oriental não apresentava o mesmo progresso.
Berlim Ocidental (organizada e em processo de reconstrução) representava o capitalismo dentro de uma Alemanha socialista.
Foi então que em 1948, Stálin, dirigente da URSS ordenou que as comunicações entre a República Federal da Alemanha e Berlim ocidental fossem cortadas. Ele achava que o isolamento facilitaria a entrada das tropas soviéticas na outra parte de Berlim. Porém, tal iniciativa não deu certo, pois uma operação com centenas de aviões levando mantimentos da RFA para Berlim Ocidental garantiu que uma continuasse ligada a outra. O Governo não teve outra escolha a não ser aceitar a situação.
Assim, Berlim Ocidental continuou a crescer e as pessoas começaram a comparar Berlim Ocidental e Berlim Oriental e viram que o capitalismo era melhor que o socialismo. Como conseqüência houve uma emigração de pessoas muito qualificadas para Berlim Ocidental e com isso Berlim Oriental ficava abandonada. Claro que o Governo da RDA se irritou e em 1961 ordenou a construção de um muro isolando Berlim Ocidental do restante da Alemanha. Era o Muro de Berlim, que é considerado um dos maiores símbolos da Guerra Fria.
Na conferência de Yalta, realizada logo após o fim da Guerra ficou estabelecida a divisão do mundo em áreas de influência, ou seja, cada parte do planeta ficaria sob o controle de uma das superpotências e uma não deveria interferir na zona de influência da outra.
A década de 50 e 60 foi marcada por momentos de tensão e intolerância, pois os dois sistemas (capitalista e socialista) eram vistos da forma mais negativa possível.Os dois países possuíam armas nucleares; porém, os dois lados estavam cientes que uma guerra naquele momento poderia destruir o mundo. Por esta razão tentavam influenciar a humanidade tomando o máximo de cuidado para não provocar uma Guerra Nuclear Internacional, como isso, a tensão diminuiu.
Ainda nos anos 60, EUA e URSS viveram a época da coexistência pacífica, ou seja, fizeram a política da boa vizinhança. Na década seguinte, Nixon e o dirigente soviético Brejnev, iniciaram uma distensão mundial assinando acordos para diminuir a corrida armamentista e selaram esse acordo com um encontro simbólico no espaço entre as naves americanas e soviéticas (1975).
Já nos anos 80 essa cordialidade foi abandonada. Com a eleição de Ronald Reagan em 1981, iniciou-se novamente o acirramento entre as potências.
Os americanos investiram alto no setor bélico deflagrando a chamada “Guerra nas Estrelas”.
Durante o segundo mandato de Reagan (1984 -1988), em 1987, foi assinado o tratado para eliminação de armas de médio e curto alcance (nessa época a URSS estava sob o comando de Gorbachev), causando um alívio aos europeus, já que o acordo implicava a desativação de grande parte das ogivas voltadas para aquele lado.
As hostilidades entre os dois países estavam quase acabando.
A Guerra Fria terminou por completo com a ruína do mundo socialista (a URSS estava destruída economicamente devido aos gastos com armamentos) e com a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.

Jovem Informação não basta

Informação não basta
Muitas vezes o jovem esquece ou abandona
tudo o que sabe em algum lugar da cabeça.
E isso o coloca cara a cara com o risco

Um ponto que une a atual geração de jovens é a grande quantidade de informação a que ela é exposta desde muito cedo. O conhecimento está sempre ali, à distância de poucos toques e tecladas dos dedos. O jovem aprende, de forma surpreendente e precoce, a lidar com várias fontes de informação ao mesmo tempo. Ele funciona como uma grande antena, sempre ligada, sempre captando. E faz tudo isso muito bem.
O quarto de dormir virou uma espécie de quartel-general da informação. De posse de controles remotos, botões, teclado e mouse, o mundo das notícias e das novidades se abre para o jovem de hoje como os adultos, no passado, descascavam uma banana. Ficou muito mais fácil ter o conhecimento.
Por outro lado, o que se vê é que muito pouco dessa informação é aproveitada pelo jovem para a construção de um mundo melhor e mais seguro para ele mesmo. Não que a informação não esteja ali, fincada de forma definitiva em seus neurônios. Mas, muitas vezes, ela é esquecida ou propositadamente abandonada, ali mesmo, dentro da cabeça. Do saber para o fazer, cria-se um abismo, diversas vezes, intransponível. E essa distância pode colocar o jovem cara a cara com o risco.
Alguns trabalhos recentes que investigaram o comportamento dos jovens, principalmente em relação à sexualidade e ao uso de drogas, revelam melhor essa situação. Pesquisa do Ministério da Saúde em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), de 1999, mostra que a faixa dos 16 aos 25 anos é a mais bem informada sobre Aids. No entanto, esse conhecimento não parece refletir-se em comportamento seguro. Apesar de ser a faixa etária que melhor conhece a camisinha, o uso regular ainda está longe do desejado. Quarenta e quatro por cento dizem usar sempre – garotos usam mais que garotas (53% contra 35%). A informação não impede que os jovens sejam aqueles que mais se expõem a risco sexual.
No campo das drogas, o fenômeno não é muito diferente. Em um estudo do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), de 1997, o uso de drogas entre os jovens também se revelou elevado. Vinte e cinco por cento dos estudantes de ensino fundamental e médio de escolas públicas já experimentaram algum tipo de droga na vida, além do tabaco e do álcool. As campanhas e o bombardeio de informações sobre esse assunto são freqüentes, mas parecem enfrentar uma resistência ainda maior que no campo da sexualidade.
Como trabalhar a informação de maneira que ela seja acessada e utilizada na hora em que for necessária? Se apenas a informação e a razão não parecem segurar o ímpeto desafiador e imprudente do jovem, o que fazer? As apostas se voltam para o impreciso e pantanoso mundo das emoções. Pode ser que aí repouse a chave para o entendimento do que se passa.
No sexo, o medo de falhar, a angústia de não saber fazer, vergonha, timidez, a sensação de que a paixão imuniza contra tudo e contra todos, a tentativa de forçar um pacto de fidelidade, a troca de um risco pretensamente calculado pela vivência mais intensa do prazer, tudo isso faz com que, na hora H, a informação fique no fundo da gaveta, junto com o pacote intacto da camisinha.
Com a droga não é muito diferente: a pressão dos amigos, o desejo de experimentar sensações diferentes, a promessa do passaporte para pertencer a uma turma, o desafio, a transgressão de regras e limites, o alívio de uma angústia, o prazer, a falta de opção para o lazer, o vácuo emocional nas famílias são fatores que condenam as campanhas e os trabalhos de prevenção ao esquecimento.
Em São Paulo não há fim de semana em que não se leia uma notícia de acidente fatal com jovens embriagados. Poucos meses atrás, uma batida de carro em uma das marginais da cidade chamou a atenção de especialistas. Um grupo de jovens morreu em mais um acidente. No bolso e na carteira de todos eles, camisinhas foram encontradas. Por que, de um lado, a prevenção estava lá no bolso, ao alcance das mãos, e, de outro, a imprudência de guiar embriagados acabou com a vida deles? Por que esse risco óbvio e imediato não foi enxergado? É como se uma pequena chave, um controle do racional, tivesse sido mudada de posição.
A informação traz o mundo da razão, o mundo das regras, o mundo do real para a vida do jovem. Talvez em alguns momentos ele queira justamente esquecer esse mundo real para viver em outro, mais livre, sem limites, mais lúdico, mais emocional, onde possa fazer o que bem quiser. Dentro dessa percepção distorcida, ele vê a informação como empecilho, como obstáculo, não como apoio e ajuda. Nessa hora, ele entende que a informação atrapalha e, assim, desliga esse filtro e deixa a vida exposta ao risco acontecer.
Os tempos modernos, nesse aspecto, também são mais cruéis. Talvez algumas décadas atrás, descontados certos mecanismos de controle social mais rígidos, o grau de transgressão (se é que esse indicador pode ser calculado) entre os jovens fosse muito próximo do que é hoje. Mas o mundo era menos agressivo e menos violento. As drogas menos disponíveis e menos potentes, os carros menos velozes e em menor quantidade, as ruas mais tranqüilas, a vida mais calma e menos competitiva. Tudo isso, arranjado de outra maneira, em pleno século XXI, aproxima o jovem do risco.
Mas o paradigma continua. Se hoje não existem limites em nossa capacidade de gerar informação, há um limite claro em nossa possibilidade de transformar essa informação em objeto prático de uso e proteção da vida dos jovens. Algumas pistas são claras: a emoção tem peso fundamental nessa equação, a informação deve ultrapassar o campo da razão, o jovem de hoje, precoce e antenado, não aceita um discurso pronto e acabado, a simples proibição ou a radicalização de limites e regras é inoperante no mundo atual e alguns valores fundamentais para a vida ficaram atolados na pressa e na competição do mundo atual. Um pouco de tudo isso pode orientar a qualidade das informações para um novo rumo. Talvez essa não seja uma tarefa imediatamente possível. Talvez só essa própria geração, escapando de suas derrapadas, consiga amadurecer e ampliar os elos entre a razão e a emoção para seus filhos.

Guerra Fria

Guerra Fria


A Guerra Fria, que teve seu início logo após a Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991)  é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, disputando a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

Causas

A União Soviética buscava implantar o socialismo em outros países para que pudessem expandir a igualdade social, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Enquanto os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial o contraste entre o capitalismo e socialismo era predominante entre a política, ideologia e sistemas militares. Apesar da rivalidade e tentativa de influenciar outros países, os Estados Unidos não conflitou a União Soviética (e vice-versa) com armamentos, pois os dois países tinham em posse grande quantidade de armamento nuclear,  e um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, possivelmente, da vida em nosso planeta.  Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã
Com o objetivo de reforçar o capitalismo, o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, lança o Plano Marshal, que era um oferecimento de empréstimos com juros baixos e investimentos para que os países arrasados na Segunda Guerra Mundial pudessem se recuperar economicamente. A partir desta estratégia a União Soviética criou, em 1949, o Comecon, que era uma espécie de contestação ao Plano Marshall que impedia seus aliados socialistas de se interessar ao favorecimento proposto pelo então inimigo político.
A Alemanha por sua vez, aderiu o Plano Marshall para se restabelecer, o que fez com que a União Soviética bloqueasse todas as rotas terrestres que davam acesso a Berlim. Desta forma, a Alemanha, apoiada pelos Estados Unidos, abastecia sua parte de Berlim por vias aéreas provocando maior insatisfação soviética e o que provocou  a divisão da Alemanha em Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental.
Em 1949, os Estados Unidos juntamente com seus aliados criam a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que tinha como objetivo manter alianças militares para que estes pudessem se proteger em casos de ataque. Em contra partida, a União Soviética assina com seus aliados o Pacto de Varsóvia que também tinha como objetivo a união das forças militares de toda a Europa Oriental.
Entre os aliados da Otan destacam-se: Estados Unidos, Canadá, Grécia, Bélgica, Itália, França, Alemanha Ocidental, Holanda, Áustria, Dinamarca, Inglaterra, Suécia, Espanha. E os aliados do Pacto de Varsóvia destacam-se: União Soviética, Polônia, Cuba, Alemanha Oriental, China, Coréia do Norte, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Albânia, Romênia.

 

Origem do nome

É chamada "fria" porque não houve uma guerra direta entre as superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear.

Envolvimentos Indiretos

 

Guerra da Coréia : Entre os anos de 1951 e 1953 a Coréia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoista ocorrida na China, a Coréia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coréia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coréia no paralelo 38. A Coréia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coréia do Sul manteve o sistema capitalista.
Guerra do Vietnã : Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues (apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietnã passou a ser socialista. 

Fim da Guerra Fria

 

A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas.
No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

juventude brasileira

juventude brasileira

Finalizando…

Para grande parte da juventude brasileira, aquela que de alguma
forma foi excluída antes de concluir o ensino básico, parece que a ex-
periência escolar pouco contribuiu e contribui na construção da sua
condição juvenil, a não ser pelas lembranças negativas ou, o que é tam-
bém comum, pela sensação de incapacidade, atribuindo a si mesmos a
“culpa” pelo fracasso escolar, com um sentimento que vai minando a
auto-estima. Esses jovens já vivem sua juventude marcadas pelo signo
de uma inclusão social subalterna, enfrentando as dificuldades de quem
está no mercado de trabalho sem as certificações exigidas.
Para aqueles que freqüentaram e freqüentam o ensino médio,
parece que a escola contribui, em parte, na construção e na vivência
da sua condição juvenil. E é em parte, porque a escola perdeu o mo-
nopólio da socialização dos jovens, que vem ocorrendo em múltiplos
espaços e tempos, principalmente naqueles intersticiais dominados
pela sociabilidade, como vimos. Essa constatação traz conseqüências
significativas. Implica reconhecer que a dimensão educativa não se re-
duz à escola, nem que as propostas educativas para os jovens tenham
de acontecer dominadas pela lógica escolar. Implica investir em políti-
cas que considerem a cidade na sua dimensão educativa, garantindo o
direito de ir-e-vir, até mesmo nas noites dos finais de semana, o acesso
a equipamentos de cultura e de lazer, mas, principalmente, transfor-
mando o espaço público em espaços de encontro, de estímulo e de am-
pliação das potencialidades humanas dos jovens, e possibilitando, de
fato, uma cidadania juvenil.
Todavia, a escola também só contribui em parte, porque a
vivência juvenil no cotidiano escolar é marcada pela tensão e pelos
constrangimentos na sua difícil tarefa de constituir-se como aluno. Não
significa, porém, que negamos os avanços que ocorreram nesta ultima
década, principalmente no que diz respeito ao acesso. Afinal, esses jo-
vens hoje freqüentam o ensino médio, de onde eram sistematicamente
excluídos. Mas, se a escola se tornou menos desigual, continua sendo
injusta. E assim é, devido, em grande parte, ao fato da escola e seus
profissionais ainda não reconhecerem que seus muros ruíram, que os
alunos que ali chegam trazem experiências sociais, demandas e necessi-
dades próprias. Continuam lidando com os jovens com os mesmos
parâmetros consagrados por uma cultura escolar construída em outro
contexto.
A escola tem de se perguntar se ainda é válida uma proposta
educativa de massas, homogeneizante, com tempos e espaços rígidos,
numa lógica disciplinadora, em que a formação moral predomina so-
bre a formação ética, em um contexto dinâmico, marcado pela flexibi-
lidade e fluidez, de individualização crescente e de identidades plurais.
Parece-nos que os jovens alunos, nas formas em que vivem a experiên-
cia escolar, estão dizendo que não querem tanto ser tratados como
iguais, mas, sim, reconhecidos nas suas especificidades, o que implica
serem reconhecidos como jovens, na sua diversidade, um momento pri-
vilegiado de construção de identidades, de projetos de vida, de experi-
mentação e aprendizagem da autonomia. Demandam dos seus profes-
sores uma postura de escuta – que se tornem seus interlocutores diante
de suas crises, dúvidas e perplexidades geradas, ao trilharem os labi-
rintos e encruzilhadas que constituem sua trajetória de vida. Enfim,
parece-nos que demandam da escola recursos e instrumentos que os
zação juvenil.
tornem capazes de conduzir a própria vida, em uma sociedade na qual
a construção de si é fundamental para dominar seu destino.

As características da vida do jovem atual


As características da vida do jovem atual

A constante evolução da sociedade no mundo contemporâneo é uma das grandes responsáveis pelas diferenciações atribuídas através das atitudes, valores, pensamentos, ideais e modismos às distintas gerações. Aqueles que hoje formam a classe dos adultos passaram durante a sua juventude por outras circunstâncias e por diferentes movimentos em relação aos anseios e conceitos atuais, o que gera alguns preconceitos e alguns jargões muito utilizados como: “a juventude está perdida”, “esses jovens não têm respeito” ou “quando eu tinha a sua idade não fazia isso ou aquilo”.

As juventudes que compunham as últimas décadas foram marcadas por diversos acontecimentos que cooperaram para que neste novo milênio, o jovem viva em um mundo globalizado, em uma era de tecnologia e informática e apresente as características da vida do jovem atual. Nas décadas de sessenta e setenta, viveu-se a rigidez da ditadura militar e, através da música, do teatro, por fim, das artes, grupos de jovens iam contra tal regime. De outro lado, existiam os alienados aos movimentos “rebeldes”. Nos anos oitenta, o movimento das “Diretas Já” fora defendido pela juventude. Na década de noventa, o conhecido movimento “cara pintada” representa uma mobilização por parte dos jovens.

Atualmente, ao pretender relacionar o jovem a uma palavra, certamente esta seria “Liberdade”, pois se estabelecendo uma comparação entre esta geração e as anteriores – devido às conquistas por parte dessas mais antigas – somada com as características do mundo pósmoderno, as facilidades apresentadas e as regras seguidas tornam a juventude mais livre ao fornecerem melhores e mais amplos acessos e ao derrubarem barreiras antes existentes, como geográficas e relacionas a comunicação.

Contudo, a idéia que a juventude é o futuro do Brasil e do mundo retrata a mais pura verdade. As características da vida do jovem atual, como a ousadia, a coragem, a criatividade, a modernidadeeopreparo, se valendo, novamente, das experiências e das descobertas das gerações passadas, constituirão um futuro cada vez melhor. Porém, para isso, surge uma segunda palavra que deve ser também relacionada ao jovem atual: “Oportunidade”; talvez mais importante do que a primeira que representa algo já conquistado, esta, por sua vez, representa uma luta dos jovens atuais que precisam de oportunidades para que toda a sua potencialidade seja desenvolvida e colocada a serviço de sua vida e de seus semelhantes.

Concordando com essa necessidade, o Deputado Federal e Democrata Nilmar Ruiz, do Tocantins, em um discurso a favor de políticas públicas e intervenções sociais voltadas para os jovens, afirmou que: “oportunidade para os jovens é garantia de um mundo melhor. Oportunidade à saúde, à educação que realmente o forme para as exigências do mundo atual, oportunidade de emprego, de viver e atuar dignamente na sociedade”.

Em síntese, a vida do jovem atual é marcada não apenas por realizações, escolhas, deveres e obrigações, liberdade ou libertinagem, mentalidade adaptada e influências tecnológicas ou pelo meio em que se vive, mas também por lutas contemporâneas e ideais. O jovem de hoje não é alienado aos fatores que interferem na sociedade como política, economia e cultura, ao contrário, ele se envolve com os movimentos políticos e sociais, com as buscas pela inserção no mercado de trabalho e por conquistas de maiores espaços e representações. Portanto, a juventude não está perdida, a vida do jovem atual é muito ativa e sua reflexão mais íntima diz respeito à preocupação de fazer o presente e, ao mesmo tempo, planejar o futuro.